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Minha primeira vez na maioridade do Congresso Internacional de Direito Tributário - I

quarta-feira, 12 de novembro de 2014


O XVIII Congresso Internacional de Direito Tributário em homenagem ao Ministro João Otávio de Noronha foi mais uma iniciativa da ABRADT (Associação Brasileira de Direito Tributário). Dezoito anos de história, mais de 9 mil congressistas, 200 grandes temas, 900 conferencistas. Muitos foram os marcos ao longe desses anos, elencando tal Congresso como uma referência internacional em Direito Tributário. Foi o meu primeiro, mas tenho certeza que marcou o início de uma grande paixão por essa área do Direito a quem eu antes não carregava muitos amores.
O Congresso teve como tema norteador: Concorrência, Globalização e Governança Tributária. No dia 05 de novembro de 2014 o Professor Sacha Calmon abriu a sessão de palestras de forma brilhante, falando sobre tributação e macroeconomia no Brasil. Diante de uma citação “O mundo existe à medida do homem na terra”, explanou sobre a idéia de homem-tese e naturesa-antítese, traçando um paralelo para que se buscasse a percepção de que, o Direito é braço normativo político, criado pelo homem e para o homem. Tributação e desigualdade social sempre andaram lado a lado. Muitos grandes escritores foram mencionados e suas opiniões discutidas no que diz respeito a uma ordem social justa e democrática. Os irmãos capitalismo e socialismo sempre viveram do apocalipse ao conto de fadas. Como o próprio Marx afirma, o crescimento, o progresso tecnológico, a competitividade e o aumento da produtividade pode diminuir a igualdade. O problema principal se encontra na má distribuição de renda.

No mesmo viés de pensamento, a professora Misabel Derzi expôs sua tese sobre tributação e desigualdade social – o sistema tributário brasileiro à luz da teoria de Piketty. O autor em sua obra é contra a economia moldada em números, a chamada economia política. Para ele, tributo e economia perspassam pelo humanismo. É preciso ter em mente a importância de se ter essa visão ao lidar com conceitos econômicos e tributários. O capital é sempre toda a riqueza que gera renda, tudo que pode ser cumulado, já a renda pode ser entendida como fluxo. Em todo o mundo, tem-se observado grande cumulação, o que gera também o aumentando a participação da renda / capital nacional. Investimento econômico tem relação direta com a taxa de poupança. A idéia de “tornar os ricos mais ricos não torna os pobres mais pobres.” A decisão de investimento, cabe apenas ao investidor. A taxa de retorno do capital fica sempre nos países mais ricos e não no país onde não se proporciona um bom retorno desse investimento. Muitos pontos importante no crescimento moderno evitaram o apocalipse de Marx, como a difusão o conhecimento, o aumento da produtividade e a distribuição de bens através da sucessão. A idéia seria então aumentar as alíquotas marginais (não o tributo da classe média), para modernizar a idéia de imposto progressivo sobre a renda e o imposto global sobre capital – tributo internacional sobre o ganho de capital (multimilionários). É preciso uma reforma tributária nacional, para que a tributação seja mais um instrumento de nivelamento social e não de má distribuição de renda e intensificador da desigualdade. 
Eu digo não ao Comodismo Nacional Orquestrado Politicamente, e você?

Representando BH, Wilson Sideral tocando o Hino Nacional.

Dayane Rufino




ANEL

sexta-feira, 1 de julho de 2011


I Congresso da entidade arma campanha contra o PNE e pelos 10% do PIB para a educação nesse segundo semestre
Cerca de 1700 estudantes se reuniram entre os dias 23 e 26 de junho em Seropédica (RJ) para o I Congresso da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre, fundada há exatos dois anos. Contrastando com a imagem de alienação e descompromisso que boa parte das pessoas tem da juventude no país, foram 4 dias de intensas discussões políticas sobre os principais problemas dos estudantes e da sociedade em geral.

O congresso contou com a participação de estudantes de 23 estados e importantes entidades como o ANDES e os DCE’s (Diretório Central dos Estudantes) da UFRJ, UFRR, UFRS, UEC, entre outras. Entre os delegados, muitos ativistas LGBT’s, refletindo o destaque dado pela ANEL no último período na luta contra a homofobia. Marcaram presença ainda organizações como o MTL, MTST e o MST, selando a unidade dos estudantes e o movimento popular.

Os bombeiros do Rio de Janeiro também enviaram um representante para saudar o evento. O cabo Benevuto Daciolo, principal dirigente da greve dos bombeiros na cidade, agradeceu a solidariedade ativa prestada pela ANEL na campanha pela libertação dos grevistas presos e durante toda a mobilização da categoria.

O principal saldo do Congresso, porém, é a consolidação de uma entidade nacional dos estudantes, independente dos governos e construída pela base. “Os estudantes que saíram daqui voltaram para casa animados e com a certeza da necessidade de consolidar essa entidade de luta para a juventude brasileira, que seja ao mesmo tempo combativa e realmente democrática”, avalia Clara Saraiva, da Comissão Executiva da entidade.

Contra o PNE e pelos 10% para a educação
O congresso teve mais de 10 mesas temáticas que discutiram assuntos que vão do transporte público à questão ambienta. Os dois eixos principais do congresso, porém, foram a luta contra o novo Plano Nacional de Educação do governo e a reivindicação de que 10% do PIB sejam investidos na educação.

Os delegados aprovaram uma ampla campanha pelos 10% do PIB, com a realização inclusive de um plebiscito sobre o tema, ideia que foi encampada pelo MST. A resolução chama inclusive a própria UNE para participar da campanha.

A campanha seria o principal foco da entidade nesse segundo semestre. No dia 15, uma reunião nacional envolvendo o Andes, a CSP-Conlutas e diversas entidades da educação começou a preparação da campanha e a convocação do plebiscito. A professora Amanda Gurgel, que esteve na reunião, participou de uma das mesas do congresso e defendeu os 10% do PIB já. "O relator do Plano Nacional de Educação chegou a perguntar de onde tirar o dinheiro para aumentar o percentual da educação. É só olhar para onde vai o dinheiro. HOje o governo gasta mais em renúncia fiscal do que em Educação e saúde juntas", criticou a professora do Rio Grande do Norte.


Internacionalismo
Um dos pontos altos do Congresso ainda foi a participação das delegações internacionais, que trouxeram suas experiências de luta nos outros países. Esteve presente um estudante da Espanha que atuou no movimento 15-M e esteve na praça Puerta del Sol, em Madri. Estiveram presentes ainda um estudante suíço que falou sobre as recentes mobilizações na Europa, um ativista palestino e a jornalista Soraya Misleh, do Comitê de Solidariedade à Palestina, que esteve recentemente na região e permaneceu horas detida por forças israelenses.

Autonomia e independência
Além de firmar a ANEL como entidade alternativa de luta aos estudantes, o congresso ajudou ainda a combater estigmas e ideias lançados por setores que se mantém presos ao governo Federal. Os principais deles: que a entidade seria “sectária” ou mero “braço estudantil” do PSTU. “Depois desse Congresso vimos que não era nada disso”, diziam muitos estudantes independentes ao final do encontro.

“Não sou capacho do governo federal, sou estudante livre da assembléia nacional”, foi a palavra de ordem que marcou esse congresso que pode ser um marco para a historia do movimento estudantil brasileiro.

Fonte: Juventude PSTU/BH

Podem os filósofos modificar o mundo?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quando se reflete, procura-se um distanciamento que isola o homem da atividade, da operosidade, da fenomenologia e dos acontecimentos para que possa observar (theorís = observação) e analisar (ana-lisis = quebra, ruptura, dissolução para resolver). Podem os filósofos modificar o mundo? Seria demasiado exagero considerar que é pretensão dos filósofos modificarem o mundo. Suas idéias, porém, não se lançam ao mundo sem motivo, sem objetivos, sem finalidade. O pensamento se exerce de forma tão presencial entre os homens do mundo que, uma vez acolhidas e adotadas como formas de comportamento, trazem como desencadeamento certa modificação do mundo. Então, o filósofo modifica indiretamente o mundo, pois seu rastro é sua marca impressa sobre as coisas e as pessoas, à medida que suas idéias são recepcionadas, dispersas, divulgadas pelas comunidades a que se destinam. [post teste – para refletir]


Fonte: BITTAR, Eduardo C. B.; ALMEIDA, Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do Direito. 5ª edição. Editora Atlas. 2007.

Políticas públicas de segurança

sexta-feira, 27 de março de 2009

Nessa semana participei de uma palestra na faculdade sobre a abertura da campanha da fraternidade: "A paz é fruto da Justiça" em que, temas como a segurança pública foram levantados em um debate que participou um padre, um capitão da polícia e um Doutor em segurança pública. Enfim, alguns dados me chamaram a atenção e me levaram a refletir (como sempre) sobre a situação do nosso Brasil. (nosso?) Você sabia que, de acordo com dados colhidos entre os anos de 1990 e2005 constatou-se que a média de assassiantos por ano é de 40000? Entre os crimes cometidos, os mais frequentes são os homicídios, furtos, assaltos e os crimes de 'colarinho branco'? Sim... Crimes de corrupção pelas mãos de quem elegemos. É claro que o índice de crimes cometido pela classe baixa vai ser muito maior. As pesquisas não mostram a verdadeira face do crime. Não entra nas folhas de pesquisas os crimes do Senado e muito menos o dinheiro que financia o tráfico. Hoje em dia os maiores índices de mortalidade brasileira concentra a faixa etária que vai de 15 à 29 anos. Enfrentamos muitos problemas em relação às políticas públicas de segurança. O tema da campanha da fraternidade se encaixa perfeitamente na atualidade. Mas... é necessário acabar com a violência para se ter fraternidade, ou é necessário ter fraternidade para se acabar com a violência? Eis a questão. Educação é pilar de toda sociedade. Onde está o "Res cogitans"? Pensantes... Vamos fazer o mundo girar...
(Dayane R. Peixoto)