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..."O mais importante é aprender a não se perder" p.15. Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas de Robert M. Pirsig
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Minha primeira vez na maioridade do Congresso Internacional de Direito Tributário - I

quarta-feira, 12 de novembro de 2014


O XVIII Congresso Internacional de Direito Tributário em homenagem ao Ministro João Otávio de Noronha foi mais uma iniciativa da ABRADT (Associação Brasileira de Direito Tributário). Dezoito anos de história, mais de 9 mil congressistas, 200 grandes temas, 900 conferencistas. Muitos foram os marcos ao longe desses anos, elencando tal Congresso como uma referência internacional em Direito Tributário. Foi o meu primeiro, mas tenho certeza que marcou o início de uma grande paixão por essa área do Direito a quem eu antes não carregava muitos amores.
O Congresso teve como tema norteador: Concorrência, Globalização e Governança Tributária. No dia 05 de novembro de 2014 o Professor Sacha Calmon abriu a sessão de palestras de forma brilhante, falando sobre tributação e macroeconomia no Brasil. Diante de uma citação “O mundo existe à medida do homem na terra”, explanou sobre a idéia de homem-tese e naturesa-antítese, traçando um paralelo para que se buscasse a percepção de que, o Direito é braço normativo político, criado pelo homem e para o homem. Tributação e desigualdade social sempre andaram lado a lado. Muitos grandes escritores foram mencionados e suas opiniões discutidas no que diz respeito a uma ordem social justa e democrática. Os irmãos capitalismo e socialismo sempre viveram do apocalipse ao conto de fadas. Como o próprio Marx afirma, o crescimento, o progresso tecnológico, a competitividade e o aumento da produtividade pode diminuir a igualdade. O problema principal se encontra na má distribuição de renda.

No mesmo viés de pensamento, a professora Misabel Derzi expôs sua tese sobre tributação e desigualdade social – o sistema tributário brasileiro à luz da teoria de Piketty. O autor em sua obra é contra a economia moldada em números, a chamada economia política. Para ele, tributo e economia perspassam pelo humanismo. É preciso ter em mente a importância de se ter essa visão ao lidar com conceitos econômicos e tributários. O capital é sempre toda a riqueza que gera renda, tudo que pode ser cumulado, já a renda pode ser entendida como fluxo. Em todo o mundo, tem-se observado grande cumulação, o que gera também o aumentando a participação da renda / capital nacional. Investimento econômico tem relação direta com a taxa de poupança. A idéia de “tornar os ricos mais ricos não torna os pobres mais pobres.” A decisão de investimento, cabe apenas ao investidor. A taxa de retorno do capital fica sempre nos países mais ricos e não no país onde não se proporciona um bom retorno desse investimento. Muitos pontos importante no crescimento moderno evitaram o apocalipse de Marx, como a difusão o conhecimento, o aumento da produtividade e a distribuição de bens através da sucessão. A idéia seria então aumentar as alíquotas marginais (não o tributo da classe média), para modernizar a idéia de imposto progressivo sobre a renda e o imposto global sobre capital – tributo internacional sobre o ganho de capital (multimilionários). É preciso uma reforma tributária nacional, para que a tributação seja mais um instrumento de nivelamento social e não de má distribuição de renda e intensificador da desigualdade. 
Eu digo não ao Comodismo Nacional Orquestrado Politicamente, e você?

Representando BH, Wilson Sideral tocando o Hino Nacional.

Dayane Rufino




Filosofia

quinta-feira, 27 de maio de 2010



Sobre minha mesa há um livro de epistemologia
que já li e não gostei.
Afinal, para que serve a filosofia
(que me desculpem os filósofos sérios)
se avida vale pelo que é,
se valemos enquanto estamos aí
e a coisa mais importante de todas as coisas
é a existência de cada um de nós?

Ao lado do tomo de filosofia
em cima de minha cama
há um jarro com uma flor vermelha.
Não gosto de flores nos jarros,
prefiro-as nos campos, nos jardins, nos prados,
florescendo e emurchecendo-se naturalmente
como todas as coisas precárias deste mundo.

Afinal, a única certeza neste mundo
é a precariedade de todas as coisas.


Poema de Célio César Paduani - Desembargador do TJMG, bacharel em Direito pela UFMG, Mestre em Ciências Penais e Doutorando em Filosofia do Direito pela UFMG, além de membro da União Brasileira de Escritores.

Imgagem do mestre Dalí.

Podem os filósofos modificar o mundo?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quando se reflete, procura-se um distanciamento que isola o homem da atividade, da operosidade, da fenomenologia e dos acontecimentos para que possa observar (theorís = observação) e analisar (ana-lisis = quebra, ruptura, dissolução para resolver). Podem os filósofos modificar o mundo? Seria demasiado exagero considerar que é pretensão dos filósofos modificarem o mundo. Suas idéias, porém, não se lançam ao mundo sem motivo, sem objetivos, sem finalidade. O pensamento se exerce de forma tão presencial entre os homens do mundo que, uma vez acolhidas e adotadas como formas de comportamento, trazem como desencadeamento certa modificação do mundo. Então, o filósofo modifica indiretamente o mundo, pois seu rastro é sua marca impressa sobre as coisas e as pessoas, à medida que suas idéias são recepcionadas, dispersas, divulgadas pelas comunidades a que se destinam. [post teste – para refletir]


Fonte: BITTAR, Eduardo C. B.; ALMEIDA, Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do Direito. 5ª edição. Editora Atlas. 2007.

Faz-me a$$im...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009









Faz-me farta
Farta de fal$o liri$mo
Farta de código$ de barra
Farta de mulhere$ ‘polimerolizada$’
Farta de$$a demanda de identidade$ numerai$

Faz-me falta
Falta de companheirismo
Falta de saraus na sala
Falta de homens ‘cosmopoliticalizados’
Falta dessa demanda de cultura [em decimais]

[Com muito$ número$...]

(Dayane R. Peixoto)

Nessa vida ainda!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Queria um dia nessa vida ter o poder de ler mentes. E não só imaginar o que quis "dizer" aquele olhar ontem, mas ter a certeza de que foi mais que um cerrar de pálpebras. Queria dobrar as horas, quebrar ponteiros que correm rápido demais e eternizar momentos. Queria encurtar distâncias... Entre vidas, entre povos, entre corpos. Queria presenciar um mundo mais justo, socialista talvez, sem pessoas mesquinhas ou qualquer forma de materialismo barato. Queria que os dias (e as noites também) tivessem mais abraços sinceros, mais calor humano (e menos tela fria de computador). Queria mais tardes de Led Zeppelin, mais luas minguantes durante o mês, mais cafeína no chocolate, mais chocolate no seu beijo, mais beijo na minha lembrança. Queria pular de "bung-jump", pular de "pára-pente", pular o muro da sua casa... Queria pelo menos um dia nessa vida visitar "Bangladesh", acampar no alto da serra, tomar vinho em frente à lareira. Queria raspar a cabeça, furar a língua, pintar os cabelos de azul e sair correndo nua, gritando no meio da rua - de preferência no centro da cidade. (Vai dizer que nunca pensou numa loucura dessas, hein? Confessa!) Queria ter alguém 24h do meu lado, queria rever um tal "Dalton Trevisan" que não vejo a muito tempo. Queria voltar no tempo e pedir perdão, abraçar quem os braços não mais me alcançam e dizer: "eu te amo" pela última vez, com o coração desarmado. Queria que todo amor fosse correspondido, ou que no mínimo, inventassem a cura para esse tal "amor platônico". Queria pelo menos um dia nessa vida te falar tudo o que penso, sinto, finjo, minto, busco, vejo, desejo... (_Porquê tá lendo ainda? Cansou não?) Ou melhor, que você percebesse isso sem que eu gastasse nenhum vocábulo inútil. Queria ter as mãos de Hendrix, a voz de Janis, a inspiração de Morrison e uma gotinha de psicodelia do Page. Queria ir ao inferno, ao céu, ou pelo menos colocar na minha cabeça que eles existem. Queria saber ouvir, só por um dia silenciar meus pensamentos. Queria segurar nas mãos de Deus e perguntá-lo sobre os mistérios do mundo. Queria ter nas maõs uma bomba! Queria ter nas mãos uma borboleta e observar cada asa, cada cor, cada "policor", cada traço da pintura. Queria te ter nas mãos e observar cada traço, cada fio de cabelo, cada "pintinha" e depois deixar você voar pra bem longe... Talvez um dia volta...

continua...

Lat omoc é!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Queria escrever o tom certo, na melodia certa pra que meus planos enfim acontecessem como o planejado... Vamos vasculhar meus arquivos até que apareça alguma idéia nova digna de publicação...

"Divisão de tóxicos e entorpecentes...divisão de amor e o que a gente sente."

04/02/2008
Me encontro em meio um labirinto de palavras... Ainda não inventadas, nunca antes pronunciadas, talvez somente imaginadas por uma mente romântica e "psicopatamente" apaixonada. Os muros algébricos vão se erguendo em um rito singular... Nada se organiza ou estabelece ordem de agrupamento. Apenas formam filas de interrogações. Corro por entre as paredes desse labirinto e o que encontro são perguntas já respondidas, mas não assimiladas por um mero desencontro de idéias e espaços paralelos.
"Es sa satrp ad oacpecrep messevitse sapmil, odut es airartsom oa memoh lat omoc é, otinifni."
William Blake...
... E as vezes faço dessa maneira... tento ver as situações por outro ângulo... e são nessas vezes que as respostas chegam até mim.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

1) Grandes idéias nascem de utopias.


2) Utopias podem ser grandes idéias.


3) Utopias mudam o mundo.


4) Sim, eu sou utópico.

Ismália
Alphonsus de Guimaraens


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Sem muito o que dizer hoje...
... só o que pensar...