Cogite...

..."O mais importante é aprender a não se perder" p.15. Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas de Robert M. Pirsig

O Vazio Cego Do Medo Da Luz Do Lado Escuro

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Vazio Cego Do Medo Da Luz Do Lado Escuro
(Maurinho Nastácia)


Deitado num quarto escuro
Uma vela me é tudo
Uma luz ilumina meu rosto
Deitado num quarto escuro

As cinzas do meu vício voam
Ele se queima numa poça d'água
No meio de uma chuva ácida,
As cinzas do meu vício voam

Bem vindo à sua casa
Não me lembro da última vez
Você nunca mais voltou aqui
Bem vindo à sua casa
Vem vindo à sua casa
Outra vez

Uma didática da Invenção VII - Manoel de Barros

quinta-feira, 17 de junho de 2010

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.

Manoel de Barros

Revista Vida Natural

sábado, 29 de maio de 2010


Vegetariano sem riscos - Por Rodrigo Gallo

Para muitas pessoas, ser vegetariano é sinônimo de ter uma vida mais saudável, com uma alimentação equilibrada e menos gordura no organismo. Realmente, é um pensamento correto. Contudo, como toda dieta, essa mudança de hábito alimentar precisa ser acompanhada por um especialista, afinal, o corpo pode não se adaptar às alterações logo de cara. E entender a razão é simples. Pense: você comeu carne vermelha a vida toda. Sempre gostou de ir a churrascarias e rodízios. Nunca dispensou uma picanha na brasa ou uma maminha cheia de gordura. Então, como espera que seu organismo se acostume com a ausência desse tipo de alimento da noite para o dia? Em parte, é uma questão psicológica. O corpo, porém, também pode sentir falta de determinados nutrientes presentes nas carnes, que serão descartadas na nova fase. O jeito, então, é fazer um plano alimentar para seguir em frente sem riscos. Vejamos algumas dicas básicas que podem ajudá-lo nessa tarefa.

*Nos primeiros dias da nova dieta é permitido o consumo de carne, mas em
quantidades menores*

*Vegetariano sem traumas*

Você não é um robô que pode ser programado para qualquer mudança imediatamente. Então, não force demais o seu organismo. Nos primeiros dias da nova dieta, pode-se continuar comendo carne. Apenas reduza a quantidade. De acordo com o médico Eric Slywitch, do Departamento de Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o ideal é consumir apenas 100 gramas de carne vermelha durante os primeiros dias da mudança. Isso pode ser feito durante uma ou duas semanas – depende de como o organismo vai reagir. Além disso, é essencial incluir alguns alimentos no cardápio logo de cara: um deles é o azeite. Ele é ótimo para regular o funcionamento do intestino e para reduzir o mau colesterol (LDL). Em médio prazo, também reduz os riscos de acidente vascular cerebral (AVC) e doenças cardíacas. Aumente também a quantidade de vegetais no prato, como beterraba (rica em licopeno, vitaminas do complexo A e B, minerais e cálcio) e alface (possui fibras e pequenos níveis de cálcio e fósforo). A nutricionista Josefa Marinho, de Recife (PE), explica que é interessante adotar pães e alimentos produzidos com farinha ou tubérculo, por serem fontes de carboidratos, grãos e comidas integrais, que fornecem proteínas. Comer uma maçã por dia também é uma boa pedida – e isso não vale apenas para o começo da nova dieta, mas sim para toda a vida, pois a fruta ajuda a manter as taxas de colesterol em níveis seguros, melhora a circulação sanguínea e ajuda na digestão.

Claudiney Morais - Rio de Janeiro - RJ

Filosofia

quinta-feira, 27 de maio de 2010



Sobre minha mesa há um livro de epistemologia
que já li e não gostei.
Afinal, para que serve a filosofia
(que me desculpem os filósofos sérios)
se avida vale pelo que é,
se valemos enquanto estamos aí
e a coisa mais importante de todas as coisas
é a existência de cada um de nós?

Ao lado do tomo de filosofia
em cima de minha cama
há um jarro com uma flor vermelha.
Não gosto de flores nos jarros,
prefiro-as nos campos, nos jardins, nos prados,
florescendo e emurchecendo-se naturalmente
como todas as coisas precárias deste mundo.

Afinal, a única certeza neste mundo
é a precariedade de todas as coisas.


Poema de Célio César Paduani - Desembargador do TJMG, bacharel em Direito pela UFMG, Mestre em Ciências Penais e Doutorando em Filosofia do Direito pela UFMG, além de membro da União Brasileira de Escritores.

Imgagem do mestre Dalí.

1kg de carne = 15.000 litros de água doce!!!

quarta-feira, 31 de março de 2010



No Brasil, em média, um quilo de carne bovina é responsável por:

• 10 mil metros quadrados de floresta desmatada.
• Consumo de 15 mil litros de água doce limpa.
• Emissão de dióxido de carbono diretamente na atmosfera.
• Emissão de metano na atmosfera.
• Despejo de boro, fósforo, mercúrio, bromo, chumbo, arsênio, cloro entre outros elementos tóxicos provenientes de fertilizantes e defensivos agrícolas, que se infiltram no solo e atingem os lençóis freáticos.
• Descarte de efluentes como sangue, urina, gorduras, vísceras, fezes, ossos e outros, que acabam chegando aos rios e oceanos depois de contaminarem solo e aquíferos subterrâneos.
• Consumo de energia elétrica.
• Consumo de combustíveis fósseis.
• Despejo nomeio ambiente de antibióticos, hormônios, analgésicos, bactericidas, inseticidas, fungicidas, vacinas e outros fármacos, via urina, fezes, sangue e vísceras, que inevitavelmente atingem os lençóis freáticos.
• Liberação de óxido nitroso, cerca de 300 vezes mais prejudicial para a atmosfera do que o CO².
• Pesados encargos para os cofres públicos com tratamentos de saúde decorrentes da contaminação gerada pela pecuária.
• Gastos do poder público com infraestrutura e saneamento necessário para equilibrar os danos causados pela pecuária.
• Custo dos incentivos fiscais e subsídios concedidos pelos governos estaduais e federal para a atividade pecuária.

Tudo isso está presente em cada quilograma de alcatra, maminha, picanha e outros cortes, consumidos aos milhões no menu diário e nos churrascos domingueiros. E nada disso é computado no balcão do açougue.
É importante observar que estes dados relativos à produção de 1kg de carne de boi não são estimativas alarmistas; são constatações alarmantes de estudos científicos e dados oficiais. A criação de suínos, caprinos, bubalinos e ovelinos (ou de outros mamíferos de grande porte) gera inúmeros semelhantes. Ou seja, a produção industrial de carnes é uma das fontes mais importantes de poluição do meio ambiente: exige áreas gigantescas, consome enorme volume de recursos naturais e energéticos, onera sensivelmente os cofres públicos, além de gerar bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos, que contaminam solo, água, ar, plantas, animais e pessoas.
A legislação brasileira é rigorosa em relação à poluição industrial. Porem, não há fiscalização para o setor pecuário: a aplicação das leis ambientais tornaria praticamente inviável a atividade. Se o governo brasileiro retirasse incentivos e subsídios, cobrasse impostos integrais e obrigasse a internalizar os custos energéticos, o uso de recursos naturais e os danos ambientais, cada quilo de alcatra custaria uma pequena fortuna!

“Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de todos os seres vivos.” Carta da Terra


Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira – Departamento de Meio Ambiente
www.sbv.org.br

Obs: Desde que não haja fins lucrativos e seja citada a fonte, são só é permitido como incentivado a divulgação e reprodução, em qualquer meio, de trechos ou da íntegra desta publicação, sem a necessidade de autorização prévia.

Podem os filósofos modificar o mundo?

Quando se reflete, procura-se um distanciamento que isola o homem da atividade, da operosidade, da fenomenologia e dos acontecimentos para que possa observar (theorís = observação) e analisar (ana-lisis = quebra, ruptura, dissolução para resolver). Podem os filósofos modificar o mundo? Seria demasiado exagero considerar que é pretensão dos filósofos modificarem o mundo. Suas idéias, porém, não se lançam ao mundo sem motivo, sem objetivos, sem finalidade. O pensamento se exerce de forma tão presencial entre os homens do mundo que, uma vez acolhidas e adotadas como formas de comportamento, trazem como desencadeamento certa modificação do mundo. Então, o filósofo modifica indiretamente o mundo, pois seu rastro é sua marca impressa sobre as coisas e as pessoas, à medida que suas idéias são recepcionadas, dispersas, divulgadas pelas comunidades a que se destinam. [post teste – para refletir]


Fonte: BITTAR, Eduardo C. B.; ALMEIDA, Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do Direito. 5ª edição. Editora Atlas. 2007.

Cogu mel os

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Flor parece a gente, pois somos semente do que ainda virá... Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar e o dia parece metade, quando a gente acorda e esquece de levantar... Mas o mundo é perfeito" (Teatro Mágico...)
Ganhei esse desenho de uma amiga chamada Clara, um dia conto o porquê de cogumelos e da rosquinha de chocolate... hehehe... Só a gente entende né amiga elfo? ... É isso galera, até o próximo post.