Escreve pra mim um poema.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Escreve pra mim um poema... Pega na minha mão e enrodilha seus pés nos meus. Fecha meus olhos com suas asas como da primeira vez, me deixa ser seu beijo de Frida denovo.
Escreve pra mim um poema... Dizendo que vai ficar dessa vez. Que vai largar essa sua vida pseudo-feliz e me abraçar nos dias frios e quentes.
Escreve pra mim um poema... Com gosto de framboesa, vamos pra Califórnia construir uma nova vida, escolheremos juntos as xícaras pro café da manhã de amanhã.
Escreve pra mim um poema... Não precisa ter rima, métrica, acento ou vírgula.
Só escreva pra mim um poema que seja inteiro, que seja completo, que não termine no próximo pôr do sol.
Se escrever pra mim um poema, sei que em canto algum terá encanto assim.
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Day Zeppelin
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07:50
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Setembro
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Setembro,
De você eu espero sete coisas:
Um dia de paciência,
Um dia de dedicação,
Um dia sem horários,
Um dia de sono,
Um dia pra ser lembrado,
Um dia pra não ter dieta,
Um dia pra acabar de ler o livro empoeirado na estante.
Mas se não for possível, traz pra mim uma paixão
que fique até a próxima estação.
Foto: Olka F.
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Day Zeppelin
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08:20
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Eu ando sorrindo por ai...
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Pra você que me disse que não era pra amar, nem sorrir, nem ser feliz estando perto do outro...
... e pra você que me disse e me mostrou o quanto é bom a intensidade de uma paixão e a leveza de um bom dia pela manhã.
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Day Zeppelin
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19:29
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Equi - librando
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
No seu beijo cabe tudo o que tem de melhor no (meu) mundo...
os sorrisos leves que cerram olhares
a alegria escandalosa num abraço ponderado
o gosto da última bala de canela
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Day Zeppelin
às
21:46
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É mesmo
segunda-feira, 28 de julho de 2014
eu quero um amor que dure
mas ele parece ser feito
da matéria esparsa dos calendários
alguém que me procure
mas eles parecem feitos
da matéria esquiva dos obtuários
alguém que me aconteça
para eles parecem dizer
que não há quem me mereça
Ana Elisa Ribeiro
mas ele parece ser feito
da matéria esparsa dos calendários
alguém que me procure
mas eles parecem feitos
da matéria esquiva dos obtuários
alguém que me aconteça
para eles parecem dizer
que não há quem me mereça
Ana Elisa Ribeiro
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Day Zeppelin
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10:00
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( x )
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Eu escolhi pisar nos teus cacos de vidro pelo chão, sem medo de me cortar ou ferir a carne. Eu hoje, não penso no amanhã ou no ontem. Eu penso na próxima palavra que vai vir de você e quais eu devo usar pra te fazer entender que hoje, o que importa é só o hoje. Eu escolhi mastigar seus erros com chocolate amargo pra adoçar meus dias. Fazer amor ao amanhecer pra ter o que pensar quando a noite vier. Eu escolhi te confessar meus medos, te contar minhas histórias e te testar na paciência. Você é, segundo o que eu mesma determinei, o parâmetro de impedimentos legais pra viver uma paixão de erros. Mas quem é o ceu ou o inferno para me dizer onde está o errado, o proibido ou o imoral? Se isso não me cabe mais, não cabe a ninguém ou nada que eu veja ou sinta. Eu escolhi alimentar dois lobos que moram dentro de mim, até que o mais forte coma o mais fraco: seus ossos e sua alma. Um lobo quer uma vida calma, tranquila e feliz. O outro quer a vida intensa, profunda e feliz. Se ambos duelam por um sorriso, que vença não o mais sensato, mas o que mais forte no meu coração luta pela sobrevivência. Eu escolhi você pra ser o verso que me acalenta nos dias frios, gosto de escrever minha pele na sua pele, seu cheiro no meu cheiro, gosto de enrodilhar minha respiração em teu pescoço, até desfalecer o sopro do seu beijo. Gosto de saber que uma parte sua faz parte de mim e um pedaço meu te pertence também. Não pertencer no sentido de posse legal, dominação ou registro, mas no sentido de simpatia, afinidade e sintonia. Eu escolhi um embrulho bonito, fiz um origami, abri um vinho seco e te entreguei como somente sua, a palavra que determinou a maior "surpreendência" da última semana. Eu escolhi levantar um estandarte de anarquismos e vontades, pedi desculpas a toda essa minha loucura antes de sucumbir ao desejo de que Morpheus velasse meu sono essa noite. Eu escolhi, mesmo não sendo minha vontade, não te cobrar escolhas, sabendo que em seu universo coexistem outros mundos além do meu. Eu escolhi ser os olhos oblíquos e dissimulados do adultério de Machado de Assis pra que, todos os dias, sem canseira ou espera, eu me tornasse além dos olhos de ressaca o motivo do seu sorriso largo. Escolhi, mesmo dotada de lábios pequenos, ser o beijo que preenche seu desejo, farto de vontade. Escolhi ser ingênua na minha obscenidade, recitar poemas de corselete e salto alto verde, falar de afeto vestindo a desnuda pele. Te propus então um novo primeiro encontro, como se desconhecidos fossemos, pra que prove a primeira vez denovo, e sempre que desejar, assim seja. Marquei na sua agenda azamafada uma noite de insônia forçada, pra que seja o ouvido atento das minhas estórias, em meio "echoes", "pulse" e um incenso de sândalo ou mirra. Eu escolhi transformar todas as conspirações negativas em inspirações de bom dias diversos. Troquei um blues pelo death, escolhi Pearl Jam em uma imensidão de timbres pra provar do seu beijo desatinado. E não, não vou te prometer nada para amanhã. Já disse que cumpro o que falo. Eu escolhi te escolher, a próxima escolha é só sua.
Dayane Rufino
Vídeo: Minissérie Capitu - 1º beijo
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Day Zeppelin
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18:59
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Uma falta inteira
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Eu, noite
Você, dia
Gosto de sombra
Você, luz e paz
Sou filha da Quimbanda
Você zen budista
Eu sinto sua falta...
E que falta faz!
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Day Zeppelin
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11:35
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