Cogite...

..."O mais importante é aprender a não se perder" p.15. Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas de Robert M. Pirsig

Meu computador apagou minha memória...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

É,
me esqueci da luz da cozinha acesa,
de fechar a geladeira.
De limpar os pés,
Me esqueci Jesus!
De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé...
em nós
Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel
É...
meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras
Hoje eu não vivo só...
em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor...
por favor
A razão é como uma equação
De matemática...
tira a prática
De sermos...
um pouco mais de nós!
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor...
por favor.

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Demos todos um salve à alienação em massa...
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ps: Halloween!!!

Cadê você?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sumi? Falta de tempo mesmo... Ando pensando... e pensando muito... Sobre a vida, o vestibular, o que vai acabar e o que está por vir... O que vai mudar (tudo muda!). Ando revendo minhas lembranças, dando risada sozinha... Como naquela viagem... me aparece um tal "piercer", encara e pergunta: "ta bebendo absinto moça?" Alargo um sorriso e compartilho cheiros e gostos, simultaneamente, tudo por conta da "fadinha verde"... Eita veneno! A prova do final de semana... Me aparece um senhor desconhecido que passava pela rua e me entrega de graça uma motivação sem tamanho! "Oi! Tudo bem? vai fazer prova agora? Boa sorte, que você se dê muito bem... Tchau ta..." Incrível? sim, pra mim isso faz toda diferença! Assim como cartas... Amo cartas! Escrevo, recebo, guardo... As vezes escrevo, guardo, não mando, releio, penso... E todos os dias como um ritual, visito a caixa de correio. Ultimamente tenho experimentado momentos intensos e constantes de nostalgia... Tem dias que passo a tarde inteira ouvindo Kashimir, te procurando na música afim de que apareça do nada! Paro, leio um pouco, me perco em meio letras, vou pra outro lugar, loooooonge... E de repente to ali, parada olhando pro livro e pensando em você... Tão longe... E ao mesmo tempo tão perto de mim. Sei lá o que dizer, ou escrever aqui. Quero gritar pra todo mundo ouvir, mas não vai te alcançar. Tento então por aqui mesmo, desabafar ouvindo Led e pensando... Talvez um dia não tenha mais vontade de gritar pra todo mundo ouvir...
Mas falar baixinho no seu ouvido: Que bom te ter aqui...
"Meu amor cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado..." (Adriana Calcanhoto)

"Verbo saudade" ?!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Essa semana me mostraram e demonstraram o significado e sentido de muitas coisas que não faziam parte do meu mundinho platônico (por vezes trágico e cômico). Seja através da filosofia, seja em um olhar ou palavras de um tal pernóstico da minha vida, não há ninguém que tenha me provado (e comprovado) que Saudade possa ter explicação e significado palpável. Que merda é essa que inunda minha cabeça e aperta meu coração? Nada de versinhos... Saudade é coisa séria que causa dor e tragédia... Que acalenta, mas que desgasta amores e compromissos (ou até a falta deles). Saudade é assim... ?! Metade de mim agora é assim... Uma face é poesia, "verbo saudade" a outra é a força de chegar até o fim. Como me diria um tal Anitelli, o fim é incerto, pode ser belo, mas depende de mim. Elis (salve!) me diria outras palavras a respeito do que estou sentindo... : Não se trata de saudade de alguma coisa que acabou ou pessoa que morreu. É saudade do que está aí vivo, solto e nunca deixou de existir. Se não temos acesso a isso, é por falta de uma batalha maior. Esse sentimento me acusa, me prende e me traz um balde de arrependimento. Isso sim! Drumond chamaria de auto-acusação.
Senhor, se é impossível viver com tanta saudade... Não me leve mais ninguém, a não ser minha memória.
Amém.
ps: Ouvindo... Réquien à uma flor e me nostalgiando com chocolate amargo.

Sem título

domingo, 17 de agosto de 2008

To meio confusa... Voce sumiu do nada... Espero que esteja bem... Sabe, tenho saudade...
Essa semana foi bem estranha pra mim... Muitos reencontros... E um desencontro né? Mas isso é "normal"... A rotina nos obriga a ser assim... Indiferente, as vezes ausente... Não por opçao... Mas por uma questão de escolha imposta... Se é que isso existe... Minha cabeça tá girando, doendo... e olha que eu nem bebi hein! rsrs.. Monólogos são sempre chatos... Mas sao redentores... Desabafos... Ontem fiquei com uma frase na cabeça... "aqueles dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos." Tem dia que mesmo sendo o outro é assim: como hoje. Não consigo ligar as frases, tudo fica solto flutuando... Não existe poemas ébrios pra dizer que adoro seus olhares, não me embriago na luz da tua lua... É um dia... com cara de luto (pra ser bem exagerada), com cara de mundo... Largado, solto...

Verba vollant, scripta mallent

terça-feira, 15 de julho de 2008

Hoje acordei do avesso, levantei e tentei encarar meus olhos lânguidos o espelho. Os lábios pareciam um par de lâminas; só o desejo de um ósculo outorgado já causava dor. (pra que tanto eufemismo se só desejo dizer, desejo. ?) A pele era branca como cândidas luas de outono. As veias eram "lírios - violeta", o sangue corria célere, como se de um cárcere perpétuo, sem direito à anistia. Não era indiferença à opinião alheia. O que eu sentia era um desatino egocentrico, buscando umas gotinhas de satisfação pra diferenciar o cálice do dia. (Cale-se! Não tens direito a nada! Onde estão seus tinos?). Meus pensamentos me suplicavam, afligiam e cortavam devargazinho meus supracitados desejos. E desassossegadamente dobrei as pálpebras e me imaginei furando a garganta do tempo, voltando os ponteiros e pensando o que faria se pudesse voltar atrás.

...


E aí? O que faria?

_ Faria com rigor, tal qual exatamente foi feito.


"As palavras voam e os ecritos permanecem."

Nessa vida ainda!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Queria um dia nessa vida ter o poder de ler mentes. E não só imaginar o que quis "dizer" aquele olhar ontem, mas ter a certeza de que foi mais que um cerrar de pálpebras. Queria dobrar as horas, quebrar ponteiros que correm rápido demais e eternizar momentos. Queria encurtar distâncias... Entre vidas, entre povos, entre corpos. Queria presenciar um mundo mais justo, socialista talvez, sem pessoas mesquinhas ou qualquer forma de materialismo barato. Queria que os dias (e as noites também) tivessem mais abraços sinceros, mais calor humano (e menos tela fria de computador). Queria mais tardes de Led Zeppelin, mais luas minguantes durante o mês, mais cafeína no chocolate, mais chocolate no seu beijo, mais beijo na minha lembrança. Queria pular de "bung-jump", pular de "pára-pente", pular o muro da sua casa... Queria pelo menos um dia nessa vida visitar "Bangladesh", acampar no alto da serra, tomar vinho em frente à lareira. Queria raspar a cabeça, furar a língua, pintar os cabelos de azul e sair correndo nua, gritando no meio da rua - de preferência no centro da cidade. (Vai dizer que nunca pensou numa loucura dessas, hein? Confessa!) Queria ter alguém 24h do meu lado, queria rever um tal "Dalton Trevisan" que não vejo a muito tempo. Queria voltar no tempo e pedir perdão, abraçar quem os braços não mais me alcançam e dizer: "eu te amo" pela última vez, com o coração desarmado. Queria que todo amor fosse correspondido, ou que no mínimo, inventassem a cura para esse tal "amor platônico". Queria pelo menos um dia nessa vida te falar tudo o que penso, sinto, finjo, minto, busco, vejo, desejo... (_Porquê tá lendo ainda? Cansou não?) Ou melhor, que você percebesse isso sem que eu gastasse nenhum vocábulo inútil. Queria ter as mãos de Hendrix, a voz de Janis, a inspiração de Morrison e uma gotinha de psicodelia do Page. Queria ir ao inferno, ao céu, ou pelo menos colocar na minha cabeça que eles existem. Queria saber ouvir, só por um dia silenciar meus pensamentos. Queria segurar nas mãos de Deus e perguntá-lo sobre os mistérios do mundo. Queria ter nas maõs uma bomba! Queria ter nas mãos uma borboleta e observar cada asa, cada cor, cada "policor", cada traço da pintura. Queria te ter nas mãos e observar cada traço, cada fio de cabelo, cada "pintinha" e depois deixar você voar pra bem longe... Talvez um dia volta...

continua...

...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"EU QUERIA TER UMA BOMBA..."