Cogite...

..."O mais importante é aprender a não se perder" p.15. Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas de Robert M. Pirsig

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Você apareceu por aqui

Enquanto eu sumia por aí


Você me olhou fundo na alma

Quando eu estava quase cego


Você me deu tudo de seu

Quando eu estava com quase nada


Você me deu a mão

Enquanto eu tateava no escuro


Você disse que eu era diferente

Enquanto todos pareciam ser iguais


Você quis roçar o meu pé

Quando eu andava descalço


Você me deu asas de anjo

Quando eu não conseguia voar


Você me ouviu música

Quando eu não soube cantar


Você me abraçou forte

E eu só quis te enrodilhar


Você me disse “Tudo bem.”

E eu só dizia “Bem, tudo...”


Você quis se prender

Quando eu queria fugir


Você quer escorrer entre os dedos

Quando eu quero agarrar-te com força


Você queria livros

E eu também


Você queria café

E eu também


Você queria incenso

E eu também


Você queria cores

E eu também


Você queria um beijo

E com asas eu tapei seus olhos


Você queria um elo

Eu era o azul e o amarelo


Você encontrou o amor

Eu perdi a razão


Você não quer eu

Eu quero você.


(Com toda licença poética - T.C.)

quinta-feira, 12 de maio de 2011


Será mesmo que tudo tem que fazer sentido? Tem que ter direção? Rumo e significado?

Penso que não, acho melhor deixar o fluxo seguir como deve ser. Sem ser barreira de rio que corre rápido, sem atrasar o relógio pra chegar a tempo ou marcar compromissos na agenda sempre cheia deles.

Vou sonhando com meu holoplastos...

...é o melhor que posso fazer por agora.


Ouvindo: Ana Cañas - Gira

Olhos de hidromel...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tens olhos oblíquos e dissimulados...

...coloridos de hidromel...

à braços...

segunda-feira, 2 de maio de 2011


Sentada no cantinho do quarto...
abraço as pernas...
fecho os olhos,
abraço o mundo...
abro os braços,
procurando os seus...

Quero só abraçar seu mundo ao meu.

E se eu disser

quarta-feira, 13 de abril de 2011


E se eu disser que te amo - assim, de cara,
sem mais delonga ou tímidos rodeios,
sem nem saber se a confissão te enfara
ou se te apraz o emprego de tais meios?

E se eu disser que sonho com teus seios,
teu ventre, tuas coxas, tua clara
maneira de sorrir, os lábios cheios
da luz que escorre de uma estrela rara?

E se eu disser que à noite não consigo
sequer adormecer porque me agarro
à imagem que de ti em vão persigo?

Pois eis que o digo, amor. E logo esbarro
em tua ausência - essa lâmina exata
que me penetra e fere e sangra e mata.

Ivan Junqueira

Pássaro Azul

há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?

Charles Bukowski

... Será?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Acho que eu só queria mesmo era saber... Se o que eu penso sobre essas nuances de cores é o que pensa(s) também...