O Amor é.
Até que um dia você acorda ateu
E deixa de lado isso de fazer o sinal da cruz antes das refeições.
Reflexões sobre o último amor
terça-feira, 21 de julho de 2015
Escrito por
Day Zeppelin
às
17:31
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O que é a dor?
quinta-feira, 23 de abril de 2015
O que é a dor?
AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Sim, o Pessoa estava certo em cada verso.
O poeta é um fingidor,
cultiva flores de fogo no coração dos homens,
para camuflar a dor que brota em cada esquina.
Ah! Os astros deveriam me dar essa explicação.
Porquê as engrenagens do coração são tão falhas no labirinto dos dias?
Porquê?
Tantos olhares perdidos, abraços rompidos.
Pra quê?
Felizes os que não cultivam memórias, nem flores de fogo no coração.
Escrito por
Day Zeppelin
às
11:26
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Blues da saudade
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Anjo irmão,
Da última vez que te vi, de longe, acenando um olá, antes de virar um anjo, você estava vestido de... anjo. Calça clara, all star, braços largados na sua camiseta branca dos Rolling Stones. Cantarolava uma música inaudível pela distância, mas na minha cabeça parecia ser o bom e velho rock n roll do Led. Os anjos, assim como você, veem à Terra com o intuito de trazer sorriso e alento ao coração dos que deles precisam. Cada anjo, recebe um dom, pra que com ele, aqui na terra, possa, ainda que em um curto espaço de tempo (sim, os anjos vivem intensamente, mas sempre voltam pra casa jovens demais) eternizar boas lembranças. Seu dom foi a música, ou teria sido a ciência? Você tinha essa mania de ser metido a cientista e descobridor de mundos... Tenho certeza: foi a música. Sensitivelmente, transpunha barreiras do físico e palpável pra que com sua áurea colorida, cantando Raul, amigo Pedro ou conversando virtualmente comigo de madrugada, preenchesse um coração vazio de carinho e alegria. Depois que você virou anjo, agora de verdade, muitos amigos relembram suas histórias. As vezes lá em casa a noite, eu coloco o cd do Raul que me presenteou e o blues que cai dos olhos, preenchendo meu quarto de boas histórias. Lembra quando cantou no meu evento em Florestal? Era por volta de 6h da manhã, o clima era frio e o Sol ainda se escondia por detrás das nuvens... Você me olhou e disse: _Day, você já sentiu a terra hoje? E eu sem entender a profundidade das suas palavras comecei a rir, acompanhei seu olhar descendo até as pontas dos pés e vi que durante a madrugada deveria ter se transformado em árvore, fincado seus pés na terra e criado raízes... Andava descalço, espalhando barro pra todos os lados, feliz da vida, de peito aberto e coração enorme, sem se importar pro que o mundo dizia. Irmão, a gente se parecia, bem pouco... Tínhamos em comum o nariz grande e a vontade de cantar canceriano sem lar pra ilustrar os dias, mas queria ter herdado essa energia que carregou durante sua passagem aqui na terra. Espero que esteja contagiando à todos com o seu dom, aonde quer que esteja. Amigo, tem dias que o coração aperta (muito), que é difícil segurar a saudade que fica sinto falta de muitas coisas que levou consigo, mas fica aqui comigo o calor do abraço ganhado no último show e a memória da última vez que te vi, de longe, acenando um olá, vestido de anjo...
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Day Zeppelin
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Sobre pessoas, manias e escolhas.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Muitas pessoas não sentam de costas para a rua, outras sustentam a mania de apoiarem o cotovelo esquerdo sobre a mesa, enquanto seguram um hollywood com o indicador e o dedão direito, precisamente, com a brasa em direção ao coração. Algumas passam máquina zero no cabelo, outras o deixam crescer até tocarem a cintura. Alguns ainda passam máquina zero em 1/3 da cabeleira e ao mesmo tempo deixam os fios policromáticos crescerem até a estação seguinte, sendo que a cada dia 21 do calendário, data em que se comemora um Sabath pagão, corta-se um palmo dos fios vermelhos e os oferece aos deuses. Muitas pessoas gostam de tatuagem, algumas fazem desenhos orientais, fauna e flora de cores bonitas e clichês. Já vi um rapaz, aquele que sempre bebe no bar da esquina... Nunca conversamos, mas tenho vontade de perguntá-lo por qual motivo tatuou formigas subindo no braço. Já vi um rapaz, boêmio de um bairro tradicional, esse escolheu se inspirar em um xenomorphs e Giger, tenho vontade de perguntá-lo por qual motivo escolheu viver de literatura. Acho que no fundo da caixa de pandora, quem não senta de costas pra rua só queria um abraço, o cara das formigas queria ser confeiteiro ao invés de engenheiro civil, e o fã de Alien só queria ter sido astronauta.
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Day Zeppelin
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10:58
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Caos
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
O sentimento quando entra no
coração dos homens os transformam em híbridos anjos caídos do céu. Deus, quando
fez o céu e a terra segundo a mitologia dos próprios homens, colocou dentro de
cada um uma pequenina esfera do caos, para que alimentassem sua matilha e
trouxessem ao mundo novas nuances de luxúria.
Caos, incômodo, tempestade,
turbilhão, desacerto, melancolia, incerteza, dúvida, distância, inconveniente,
perturbante, embaraçoso, aborrecimento, indisposição, ausência, intenso,
extremo, esparso, superficial, tormenta, abismo, irregular.
Lembrete: Colocar para fora o que não faz bem.
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Day Zeppelin
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10:32
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“O que diziam os poemas?”
Nota pra rodar os pés enquanto se pensa.
Eu queria ter nas mãos
um manual, ao invés de bombas.
Não sei lidar com falta
de sorrisos ou com tristeza que não seja a minha.
Eu absorvo energia e não sei
colocar tantos sonhos dentro de um abraço.
Atraímos o que vibramos
e vibramos o que está sempre por perto.
É a arte da empatia,
por um mundo mais melancólico. Não que isso seja ruim.
“O que diziam os poemas?”
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Day Zeppelin
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10:06
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Literamor
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Ler aos meus ouvidos um poema
É como me despir no escuro
Mil vezes eu te leria
E mais mil se preciso fosse
D.R.
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Day Zeppelin
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14:43
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