Em muitos momentos da vida, apesar do “Genium suun defraudare”, se faz necessário acrescentar LUZ ao que antes emergia em sombra. Como as sábias palavras de um companheiro de devaneios, creio também que somos sabotadores do nosso próprio destino. E seja por isso talvez, que somos também os únicos responsáveis por nossa felicidade. Desde Aristóteles aos tempos modernos da overdose de informação, buscamos incessante e incansavelmente a resposta para aquela perguntinha que nunca se cala no inconsciente de todo ser humano: O que é felicidade? A felicidade é um estado ou um momento? Se é, então é também passageira? Fico pensando se podemos basear o que chamamos de felicidade em fatores externos, como o dinheiro ou todo bem material ligado ao capital, as pessoas que nos circundam e o sentimento que as mesmas nos prestam. Ou seria um “sentimento” ligado ao interior de cada um? Realização pessoal no trabalho, auto estima, enfim... O desejo deve ser ressaltado? Acho que sim, já que sempre que realizamos uma vontade ou saciamos um desejo caímos em êxtase profundo de satisfação, o que consequentemente nos traz alguns segundos felizes. Mas, se cada um encontra a sua própria felicidade em lugares diferentes e por diferentes propósitos... Diga-me... Onde está a minha? Acho que dentro de mim mesma. Basta agora "encontrar-me".
Ouvindo... Black – Pearl Jam
“Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. Tudo flui, e tudo só apresenta uma imagem passageira. O próprio tempo passa com um movimento contínuo, como um rio... O que foi antes já não é, o que não tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova.” (Metamorfoses de Ovídio – Poeta Romano)
Ouvindo... Black – Pearl Jam
“Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. Tudo flui, e tudo só apresenta uma imagem passageira. O próprio tempo passa com um movimento contínuo, como um rio... O que foi antes já não é, o que não tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova.” (Metamorfoses de Ovídio – Poeta Romano)



Hoje acordei do avesso, levantei e tentei encarar meus olhos lânguidos o espelho. Os lábios pareciam um par de lâminas; só o desejo de um ósculo outorgado já causava dor. (pra que tanto eufemismo se só desejo dizer, desejo. ?) A pele era branca como cândidas luas de outono. As veias eram "lírios - violeta", o sangue corria célere, como se de um cárcere perpétuo, sem direito à anistia. Não era indiferença à opinião alheia. O que eu sentia era um desatino egocentrico, buscando umas gotinhas de satisfação pra diferenciar o cálice do dia. (Cale-se! Não tens direito a nada! Onde estão seus tinos?). Meus pensamentos me suplicavam, afligiam e cortavam devargazinho meus supracitados desejos. E desassossegadamente dobrei as pálpebras e me imaginei furando a garganta do tempo, voltando os ponteiros e pensando o que faria se pudesse voltar atrás.
04/02/2008



